Lugares pra ir em Cabo Frio (Rio de Janeiro/RJ)

Por Redação
31 min de leitura

Praias, pontos turísticos, roteiro e dicas que fazem diferença

Cabo Frio, no litoral do Rio de Janeiro, é daqueles destinos em que a fotografia nem sempre consegue mostrar tudo o que o visitante vai encontrar.

Conteúdo

A cidade tem praias extensas, areia clara, água transparente em determinados pontos, áreas históricas, restaurantes, comércio, passeios náuticos e paisagens costeiras bastante diferentes entre si.

Mas existe um detalhe que muita gente só descobre depois de chegar: a água do mar pode ser surpreendentemente fria, inclusive no verão.

Isso acontece porque Cabo Frio está em uma região conhecida pela ocorrência da ressurgência costeira, fenômeno oceanográfico que traz águas mais profundas e frias para perto da superfície. A atuação dos ventos de nordeste é uma das principais condições associadas a esses eventos. Estudos da Marinha do Brasil registraram episódios de ressurgência com temperaturas superficiais iguais ou inferiores a 18 °C e já foram observadas temperaturas ainda menores durante eventos mais intensos.

Ou seja: pode estar fazendo muito calor na areia e, ainda assim, o primeiro mergulho ser um choque térmico para quem não conhece a característica do litoral local.

O município tinha 238.438 habitantes na estimativa populacional utilizada em 2026, enquanto o Censo 2022 registrou 222.161 moradores.

Cabo Frio integra a Região dos Lagos e possui ambientes costeiros formados por praias, dunas, restingas, lagoas, costões e áreas protegidas.

Para quem está planejando uma viagem, a melhor estratégia é não pensar apenas na Praia do Forte. O município permite montar roteiros diferentes conforme o perfil do visitante: praia, história, gastronomia, compras, fotografia, esportes náuticos ou simplesmente alguns dias de descanso.

Se você pretende conhecer outras cidades do estado depois da viagem, também pode consultar os guias de lugares para ir em Bom Jardim, lugares para ir em Bom Jesus do Itabapoana e lugares para ir em Belford Roxo.

O que fazer em Cabo Frio

Cabo Frio permite combinar atrações completamente diferentes no mesmo roteiro.

A Praia do Forte é a referência mais conhecida e fica na região central. Próximo dela está o Forte de São Mateus, uma das construções históricas mais importantes do município.

No Bairro da Passagem, o cenário muda: ruas históricas, construções antigas, restaurantes e o Canal do Itajuru formam uma área interessante para caminhar principalmente no fim da tarde.

Para quem procura natureza, as praias do Peró, Conchas, Foguete e Dunas oferecem paisagens diferentes.

A Ilha do Japonês acrescenta uma experiência de águas rasas e tranquilas em determinados pontos, enquanto o Boulevard Canal é uma alternativa para gastronomia, comércio e passeio urbano.

A cidade também possui opções de mergulho, stand up paddle, canoagem, surfe e outros esportes relacionados ao mar.

Principais pontos turísticos de Cabo Frio

1. Praia do Forte

A Praia do Forte é a principal referência turística de Cabo Frio e fica na região central.

Segundo o material oficial de turismo do município, possui aproximadamente 7,5 quilômetros de extensão, com areia fina e clara.

É uma praia interessante para quem quer combinar banho de mar, caminhada pela orla, fotografia e acesso relativamente fácil a restaurantes e serviços.

Mas existe uma característica que merece atenção: o vento pode aumentar bastante ao longo do dia.

Por isso, se a prioridade for encontrar o mar mais protegido possível, vale comparar as condições do dia com praias mais abrigadas, como a Praia das Conchas.

2. Forte de São Mateus

O Forte de São Mateus fica junto à Praia do Forte e é um dos símbolos históricos de Cabo Frio.

A fortificação remonta ao período colonial e está associada à defesa da costa.

Além da importância histórica, a localização proporciona uma vista interessante da Praia do Forte e do litoral.

Como o forte está praticamente integrado ao roteiro da Praia do Forte, não faz sentido reservar um deslocamento separado exclusivamente para conhecê-lo.

3. Bairro da Passagem

O Bairro da Passagem é uma das áreas históricas mais interessantes de Cabo Frio.

A região conserva construções antigas e possui ligação com as origens do município.

A Igreja de São Benedito e o conjunto arquitetônico do bairro ajudam a criar uma experiência diferente daquela encontrada nas áreas exclusivamente de praia.

É também uma das regiões em que o visitante encontra restaurantes e bares próximos ao Canal do Itajuru.

Melhor estratégia: chegue no final da tarde, caminhe pela área histórica e fique para jantar.

4. Praia do Peró

A Praia do Peró possui aproximadamente 7 quilômetros de extensão, segundo o material turístico oficial do município.

É uma das principais praias de Cabo Frio e recebeu reconhecimento internacional Bandeira Azul em 2018, segundo a Secretaria Municipal de Turismo.

O mar pode apresentar ondas e condições diferentes das encontradas em enseadas mais protegidas.

Por isso, antes de entrar na água, especialmente com crianças, observe as condições do mar no dia.

5. Praia das Conchas

A Praia das Conchas é uma pequena enseada próxima à Praia do Peró.

O próprio material oficial de turismo explica que ela fica entre o Morro do Vigia e a Ponta do Arpoador e possui formato característico de concha. O acesso pode ser feito pela areia da Praia do Peró ou por estrada.

E aqui existe uma informação prática que ajuda muito a organizar o roteiro:

Praia das Conchas e Praia do Peró são vizinhas.

É possível caminhar pela areia do Peró até chegar às Conchas.

Isso significa que as duas atrações podem ser combinadas no mesmo período sem necessidade de tirar o carro da região.

6. Ilha do Japonês

A Ilha do Japonês é outra atração conhecida de Cabo Frio, mas não deve ser confundida com a Praia das Conchas.

As duas fazem parte de uma mesma região turística do município, mas os acessos são diferentes.

A Praia das Conchas está diretamente ligada à Praia do Peró. Já a Ilha do Japonês está na área do Canal do Itajuru e pode ser acessada por diferentes pontos, dependendo das condições e do serviço utilizado.

Na maré baixa, existem situações em que visitantes fazem a travessia caminhando pelo trecho raso, mas isso exige atenção às condições da maré e ao retorno.

Outra opção é utilizar embarcações.

Quanto custa a travessia da Ilha do Japonês?

Este é um daqueles preços que não devem ser tratados como tarifa fixa.

Há registros recentes de visitantes pagando cerca de R$ 40 por pessoa pelo percurso de ida e volta em 2026, enquanto outras fontes e relatos registram valores menores em períodos anteriores.

Por isso, a informação mais segura para o leitor é:

reserve aproximadamente R$ 20 a R$ 40 por pessoa para a travessia e confirme o valor no ponto de embarque no dia da visita.

O preço pode mudar conforme o ponto de saída, operador, período e condições locais.

Também é importante não confundir a travessia turística para a ilha com o serviço aquaviário entre Passagem e Ogiva retomado em 2026, cuja tarifa divulgada é de R$ 7 por passageiro. São serviços diferentes.

7. Boulevard Canal

O Boulevard Canal acompanha o Canal do Itajuru e reúne restaurantes, bares, comércio e circulação de moradores e visitantes.

É especialmente interessante para o fim do dia.

Depois de passar horas na praia, você pode caminhar pela região, escolher um restaurante e transformar o período da noite em uma parte do roteiro.

8. Praia do Foguete

A Praia do Foguete fica na direção de Arraial do Cabo.

É uma praia de mar aberto e pode apresentar ondas mais fortes e condições diferentes das encontradas nas enseadas.

Por isso, famílias com crianças devem observar o mar antes do banho.

Para quem gosta de praias mais abertas e de esportes, é uma área que merece entrar no roteiro.

9. Praia das Dunas

A região das Dunas apresenta um dos cenários costeiros mais característicos de Cabo Frio.

Além da paisagem de areia, é importante lembrar que dunas e restingas são ambientes frágeis.

Não abra caminhos pela vegetação, não retire plantas e respeite as áreas delimitadas.

10. Morro da Guia

O Morro da Guia oferece uma perspectiva diferente da cidade.

No alto está a Capela de Nossa Senhora da Guia, e o local permite observar diferentes áreas de Cabo Frio.

É uma opção interessante para quem quer incluir uma vista panorâmica no roteiro.

11. Charitas – Casa de Cultura José de Dome

O Charitas acrescenta uma alternativa cultural ao roteiro.

O edifício histórico atualmente funciona como espaço cultural e recebe exposições e atividades.

É uma boa opção principalmente para dias em que o visitante deseja fazer algo além de praia.

12. Rua dos Biquínis

A Rua dos Biquínis, na Gamboa, é um dos principais polos comerciais de Cabo Frio relacionados à moda praia.

É uma opção para quem deseja comprar biquínis, roupas de praia e outros produtos antes de voltar para casa.

A água de Cabo Frio é realmente fria?

Sim, pode ser. E esse é um dos principais detalhes que o visitante precisa saber antes de viajar.

Cabo Frio está em uma das áreas brasileiras mais conhecidas pela ocorrência de ressurgência costeira.

Quando determinadas condições de vento favorecem o fenômeno, águas profundas e frias podem chegar à superfície próxima à costa.

A Marinha do Brasil identificou eventos em Cabo Frio nos quais a temperatura da superfície do mar chegou a 18 °C ou menos, e outra publicação técnica registra temperaturas de superfície de até aproximadamente 13 °C durante eventos de ressurgência.

Isso não significa que o mar estará sempre nessa temperatura.

A água varia conforme o local, o dia, o vento e as condições oceanográficas.

Mas a regra prática é simples:

não presuma que o mar estará quente só porque está fazendo calor na areia.

Você pode encontrar um dia de sol forte e água bastante fria.

Para quem sente muito frio, vale levar uma toalha, roupa seca e não programar toda a viagem dependendo exclusivamente de longos períodos dentro da água.

Vento Nordeste: o que o visitante precisa saber

O vento de nordeste é uma característica importante da região.

Estudos oceanográficos mostram que ventos de nordeste estão diretamente associados ao mecanismo de ressurgência de Cabo Frio. Em determinadas condições, eles afastam águas superficiais da costa e favorecem a subida de águas mais profundas e frias.

Para o turista, isso produz dois efeitos práticos:

1. O mar pode ficar mais frio.

2. Algumas praias podem ficar mais desconfortáveis quando o vento está forte.

Se estiver ventando muito na Praia do Forte, vale conferir as condições na Praia das Conchas ou na região da Ilha do Japonês, que apresentam características mais protegidas em determinados trechos.

Isso não significa que uma praia estará sempre sem vento ou que outra será necessariamente melhor em qualquer dia.

O vento muda.

Por isso, a dica mais útil é observar as condições no próprio dia e adaptar o roteiro.

Sugestão de roteiro de 3 dias em Cabo Frio

Dia 1 – Praia do Forte + Forte de São Mateus + Bairro da Passagem

Comece cedo pela Praia do Forte.

Aproveite a manhã para caminhar pela orla e, se as condições do mar estiverem boas para você, entrar na água.

Depois, conheça o Forte de São Mateus.

No final da tarde, siga para o Bairro da Passagem.

Caminhe pelas ruas históricas e fique para jantar.

Dia 2 – Peró + Praia das Conchas

Comece pela Praia do Peró.

Depois, caminhe pela areia até a Praia das Conchas.

Essa é uma das combinações mais eficientes do roteiro porque as duas praias são vizinhas.

Se estiver ventando bastante na faixa mais aberta do Peró, observe as condições na enseada das Conchas.

No fim do dia, retorne ao centro ou ao Boulevard Canal.

Dia 3 – Ilha do Japonês + centro + compras

Reserve a manhã para a Ilha do Japonês.

Antes de sair, verifique a maré e confirme o valor da travessia.

Se utilizar barco, confirme também o horário de retorno e guarde o comprovante ou orientação fornecida pelo operador.

Depois, retorne à cidade e aproveite o restante do dia para conhecer o centro, Charitas, Morro da Guia ou fazer compras na Rua dos Biquínis.

Quando ir para Cabo Frio?

Cabo Frio pode ser visitada durante todo o ano.

A melhor época depende do que você espera da viagem.

Verão

É o período de maior procura turística.

É interessante para quem quer calor e praia, mas também é quando o visitante deve esperar mais trânsito, praias cheias e maior procura por hospedagem.

Além disso, a ressurgência pode ocorrer durante o verão e provocar episódios de água bastante fria.

Outono

Pode ser interessante para quem prefere temperaturas mais amenas e quer fugir dos períodos mais movimentados.

Inverno

É uma alternativa para quem quer explorar a cidade sem depender exclusivamente do banho de mar.

Primavera

A primavera combina temperaturas agradáveis com períodos de menor movimento fora dos feriados e férias.

Não existe uma única “melhor época” para todo mundo.

Quem prioriza calor e praia pode escolher meses diferentes de quem prioriza tranquilidade e preços potencialmente menores.

Como chegar a Cabo Frio

Para quem sai do Rio de Janeiro de carro, uma das principais rotas passa pela Ponte Rio-Niterói, BR-101 e Via Lagos (RJ-124).

Também há acesso pela RJ-106, Rodovia Amaral Peixoto, e pela RJ-140, dependendo da origem do visitante.

A Via Lagos possui pedágio e pode registrar aumento significativo de movimento em feriados, férias e períodos de alta temporada.

Cabo Frio também possui aeroporto próprio, o Aeroporto Internacional de Cabo Frio.

Outra possibilidade para quem chega de avião é utilizar o Aeroporto Internacional do Galeão e continuar o trajeto por estrada.

Estacionamento e Zona Azul

Quem pretende conhecer Cabo Frio de carro precisa prestar atenção ao estacionamento rotativo.

O material oficial de turismo do município orienta os visitantes sobre o uso do sistema de estacionamento rotativo e informa o aplicativo Digipare como uma das formas de utilização. Também é indicado o telefone 0800-9413444.

A dica é simples:

não estacione apenas porque encontrou uma vaga.

Observe a sinalização, confira se o local faz parte do sistema rotativo e verifique como efetuar o pagamento.

Na prática, vale instalar o aplicativo antes de sair para conhecer as praias ou perguntar aos fiscais como utilizar o sistema.

Isso evita chegar ao carro depois e descobrir que o estacionamento precisava ser ativado.

Como se locomover em Cabo Frio

No Centro e no Bairro da Passagem, muitos deslocamentos turísticos podem ser feitos a pé.

Para Peró, Conchas, Foguete e outras áreas mais afastadas, carro, táxi ou transporte por aplicativo podem facilitar bastante.

Na Ilha do Japonês, as condições de maré interferem diretamente na forma de acesso.

Não planeje a visita considerando apenas a distância.

Considere também maré, vento, horário e local de embarque.

Onde ficar em Cabo Frio?

Praia do Forte e Centro

Boa opção para quem quer proximidade da praia, comércio e serviços.

Também facilita fazer parte do roteiro a pé.

Bairro da Passagem

Interessante para quem gosta de arquitetura histórica, restaurantes e do ambiente próximo ao Canal do Itajuru.

Peró

Pode ser interessante para quem quer ficar mais próximo das praias do Peró e Conchas.

Tamoios

Tamoios é o segundo distrito de Cabo Frio e fica mais distante do núcleo turístico central.

Pode fazer sentido para quem pretende explorar aquela parte do município.

Onde comer em Cabo Frio?

O Bairro da Passagem e o Boulevard Canal concentram opções de restaurantes e bares.

Nas áreas de praia, também existem quiosques e estabelecimentos voltados ao público turístico.

Peixes, camarões e outros frutos do mar aparecem com frequência nos cardápios.

Uma dica importante para o visitante é não escolher restaurante apenas pela localização.

Compare o cardápio, os preços e as condições de atendimento antes de sentar.

O material oficial de turismo também lembra que é proibida a cobrança de consumação mínima nas barracas de praia e que preços e formas de cobrança devem estar informados.

Quanto custa viajar para Cabo Frio e dicas de economia

O custo de uma viagem para Cabo Frio depende de hospedagem, alimentação, transporte, época do ano e quantidade de passeios.

Por isso, não é adequado tratar R$ 250 a R$ 600 por dia como uma média oficial da cidade.

Como referência de planejamento, uma viagem econômica pode partir de aproximadamente R$ 250 por pessoa/dia, enquanto uma viagem com hospedagem mais confortável, restaurantes e mais atividades pode ultrapassar R$ 600 por pessoa/dia.

Esses valores são apenas referências para montar o orçamento.

Durante Réveillon, Carnaval, férias e feriados prolongados, os preços podem mudar bastante.

Para onde vai o dinheiro?

Considere:

  • hospedagem;
  • alimentação;
  • combustível;
  • pedágio;
  • estacionamento;
  • transporte por aplicativo;
  • travessias;
  • passeios;
  • compras;
  • aluguel de cadeiras ou guarda-sol, quando houver.

Como economizar

Uma das melhores estratégias é viajar fora dos períodos de maior procura.

Outra é agrupar atrações próximas.

Por exemplo:

Peró + Conchas no mesmo dia.

Praia do Forte + Forte de São Mateus + Centro no mesmo período.

Isso reduz deslocamentos e gastos com combustível e estacionamento.

Também vale comparar hospedagens com cozinha para viagens familiares ou mais longas.

Quanto levar para a Ilha do Japonês?

Como o preço da travessia pode variar, não trate os R$ 10 ou R$ 20 encontrados em informações antigas como tarifa garantida para 2026.

Há relatos recentes de R$ 40 por pessoa no ida e volta, enquanto outras fontes registram preços inferiores.

Por isso, uma reserva prudente para planejamento é R$ 20 a R$ 40 por pessoa, com confirmação do preço no dia.

Se você estiver viajando em família, faça a conta antes de sair.

Uma diferença de R$ 10 ou R$ 20 por pessoa pode alterar bastante o orçamento de um grupo.

O que levar na mala?

Além do básico para praia, alguns itens fazem diferença:

  • protetor solar;
  • óculos de sol;
  • chapéu ou boné;
  • roupa de banho;
  • toalha;
  • chinelo;
  • calçado confortável;
  • garrafa de água;
  • capa impermeável para celular;
  • documentos;
  • medicamentos de uso habitual;
  • roupa seca para trocar depois da praia;
  • uma peça leve para vento ou temperatura mais baixa;
  • repelente.

E existe um item que vale especialmente para Cabo Frio:

uma toalha ou roupa seca para depois do banho de mar.

Parece óbvio, mas a água pode estar fria mesmo em um dia muito quente por causa das condições oceanográficas da região.

Atenção às regras ambientais

Dunas, restingas, lagoas e outros ambientes costeiros são frágeis.

Evite:

  • pisar em vegetação protegida;
  • abrir atalhos;
  • retirar plantas;
  • deixar lixo;
  • alimentar animais;
  • entrar em áreas cercadas;
  • ignorar placas de orientação.

Também não leve caixas de som para a praia. O material oficial de turismo informa que o uso de caixas de som nas praias de Cabo Frio é proibido conforme a legislação indicada pelo município.

Cabo Frio para diferentes tipos de viajante

Para famílias

Praias com áreas mais protegidas podem facilitar o passeio, mas o mar deve ser observado antes do banho.

Para casais

Bairro da Passagem, Boulevard Canal, pôr do sol e passeios de barco podem formar um roteiro mais tranquilo.

Para quem gosta de história

Forte de São Mateus, Bairro da Passagem, Charitas, Morro da Guia e outros pontos históricos ampliam a experiência além da praia.

Para quem gosta de esportes

A região oferece condições para diferentes atividades náuticas, dependendo do local e das condições do mar e do vento.

Para quem gosta de fotografia

Praia do Forte, Forte de São Mateus, Bairro da Passagem, Ilha do Japonês, Conchas, Dunas e Morro da Guia produzem cenários bastante diferentes.

Uma dica que pode salvar seu roteiro

Não escolha a praia apenas pelo nome.

Escolha de acordo com as condições daquele dia.

Se o vento estiver forte em uma praia mais aberta, uma enseada mais protegida pode proporcionar uma experiência mais confortável.

Se a maré estiver desfavorável para determinada travessia, reorganize o horário.

Se a previsão indicar mudança de tempo, troque o passeio de barco por uma atração histórica ou gastronômica.

Essa flexibilidade é especialmente importante em Cabo Frio porque vento, maré e ressurgência podem alterar bastante a experiência do visitante.

Antes de sair, também vale conferir a previsão do tempo para o Rio de Janeiro, principalmente se o roteiro depender de praia, barco ou atividades ao ar livre.

Perguntas frequentes sobre Cabo Frio

Cabo Frio vale a pena para uma viagem de fim de semana?

Em dois ou três dias é possível conhecer algumas das principais atrações, desde que o roteiro seja organizado por regiões.

Qual é a praia mais famosa de Cabo Frio?

A Praia do Forte é a principal referência turística do município e possui aproximadamente 7,5 quilômetros de extensão.

A água de Cabo Frio é fria?

Pode ser bastante fria.

A região sofre influência da ressurgência costeira, que pode levar águas profundas e frias para perto da superfície. Durante determinados eventos, estudos registraram temperaturas superficiais inferiores a 18 °C.

Praia das Conchas e Ilha do Japonês são a mesma coisa?

Não.

São atrações diferentes.

A Praia das Conchas é vizinha da Praia do Peró e pode ser alcançada caminhando pela areia a partir dela.

A Ilha do Japonês fica em outra área do sistema do Canal do Itajuru e possui acessos próprios.

Praia das Conchas e Peró ficam perto?

Sim.

As duas são vizinhas e podem ser combinadas no mesmo passeio.

Ilha do Japonês e Praia das Conchas ficam perto?

Elas estão na mesma região geral de Cabo Frio, mas não são atrações coladas uma na outra.

O acesso de carro é diferente e o visitante deve considerar o ponto de partida.

A melhor estratégia é tratar as duas como atrações separadas no planejamento e verificar o trânsito e o acesso antes de sair.

Quanto custa a travessia para a Ilha do Japonês?

O preço varia.

Há relatos de valores entre aproximadamente R$ 20 e R$ 40 para ida e volta, dependendo do período e do operador. Há inclusive relatos de R$ 40 em 2026.

Confirme o valor no dia.

Dá para ir à Ilha do Japonês a pé?

Em determinadas condições de maré, sim.

Mas não faça a travessia sem verificar a maré e as condições do retorno.

Cabo Frio venta muito?

Pode ventar bastante, especialmente em determinadas condições meteorológicas.

Os ventos de nordeste também estão associados ao fenômeno de ressurgência da região.

Se uma praia aberta estiver desconfortável, vale verificar as condições em áreas mais protegidas, como Conchas ou Ilha do Japonês.

É fácil estacionar em Cabo Frio?

Pode ser mais difícil em períodos de grande movimento.

A cidade possui estacionamento rotativo, e o material oficial de turismo orienta sobre o uso do aplicativo Digipare.

Em feriados e alta temporada, é recomendável chegar cedo.

Dá para conhecer Cabo Frio sem carro?

Sim.

Centro, Praia do Forte e Bairro da Passagem são áreas em que muitos deslocamentos podem ser feitos a pé.

Para praias mais distantes, carro ou transporte por aplicativo facilita.

Qual região é melhor para ficar?

Depende do roteiro.

Centro/Praia do Forte: praticidade.

Passagem: história, restaurantes e Canal do Itajuru.

Peró: proximidade das praias do Peró e Conchas.

Tamoios: interesse em explorar o segundo distrito.

O que não pode faltar em uma primeira viagem?

Para uma primeira visita, considere:

  1. Praia do Forte;
  2. Forte de São Mateus;
  3. Bairro da Passagem;
  4. Praia do Peró;
  5. Praia das Conchas;
  6. Ilha do Japonês;
  7. Boulevard Canal.

Se houver mais tempo, acrescente Foguete, Dunas, Morro da Guia, Charitas e Rua dos Biquínis.

Conclusão

Cabo Frio não é um destino que deve ser planejado apenas olhando uma lista de praias.

O visitante precisa considerar vento, maré, temperatura da água, estacionamento, deslocamento e época do ano.

A Praia do Forte pode ser a primeira referência, mas o Bairro da Passagem revela uma dimensão histórica completamente diferente. Peró e Conchas permitem combinar duas praias próximas, enquanto a Ilha do Japonês exige um planejamento específico de acesso e maré.

E talvez uma das maiores surpresas para quem visita pela primeira vez seja justamente a água.

Em um dia de calor intenso, você pode olhar para o mar azul e esperar uma água quente — e encontrar temperaturas muito mais baixas por causa da ressurgência.

Por isso, a melhor viagem para Cabo Frio não é necessariamente aquela em que você tenta conhecer o maior número de lugares.

É aquela em que você entende as características de cada região, acompanha as condições do dia e organiza o roteiro de acordo com elas.

Se o vento estiver forte, adapte.

Se a maré não ajudar, mude o horário.

Se a água estiver fria, aproveite o passeio fora do mar.

E se a cidade estiver muito movimentada, explore atrações históricas ou gastronômicas enquanto o fluxo diminui.

É essa flexibilidade que permite aproveitar Cabo Frio muito mais do que simplesmente seguir uma lista de pontos turísticos.

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