O que fazer em Roraima em 2027: guia completo com 40 lugares, Boa Vista, Monte Roraima, Serra do Tepequém, savanas, cachoeiras, cultura, preços, roteiros e dicas

Por Redação
40 min de leitura

Roraima é um dos estados brasileiros mais diferentes para quem gosta de viagens de natureza, aventura, paisagens pouco comuns e experiências culturais.

Conteúdo

Localizado no extremo norte do Brasil, o estado reúne lavrados, serras, grandes rios, cachoeiras, florestas amazônicas, territórios indígenas, sítios arqueológicos e montanhas gigantescas.

É também em Roraima que está o Monte Caburaí, em Uiramutã, considerado pelo IBGE o ponto mais setentrional do Brasil, além do famoso Monte Roraima, uma das grandes referências do montanhismo e do trekking na América do Sul.

Para quem está planejando uma viagem em 2027, há uma característica importante: Roraima não é um destino para conhecer correndo.

Você pode passar alguns dias em Boa Vista, fazer uma escapada para a Serra do Tepequém, conhecer Pacaraima e Pedra Pintada, organizar uma expedição ao Monte Roraima ou viajar para o sul do estado em busca de floresta, rios e observação da fauna.

Neste guia, você encontrará 40 lugares para conhecer em Roraima, além de informações sobre quando ir, como chegar, quanto custa, onde ficar, roteiros de 3 a 15 dias e dicas para organizar a viagem.

Preços: os valores indicados são referências para planejamento com base no cenário turístico de 2026. Para uma viagem em 2027, confirme hospedagens, passeios, transporte, autorizações e ingressos diretamente com os prestadores ou órgãos responsáveis.


Por que conhecer Roraima?

Roraima tem uma paisagem que foge bastante da imagem tradicional que muitos brasileiros fazem da Amazônia.

Na região de Boa Vista predominam os chamados lavrados, grandes áreas abertas de savana amazônica. No norte aparecem serras, formações rochosas, cachoeiras e paisagens de fronteira. No sul, a floresta e os rios ganham protagonismo.

O próprio Ministério do Turismo destaca a Serra do Tepequém, o Monte Roraima e o Parque Nacional do Viruá como importantes experiências de turismo de natureza no estado.

Além da natureza, Roraima tem uma forte presença de povos indígenas e experiências de turismo comunitário.

Municípios como Amajari, Pacaraima, Uiramutã, Normandia e Bonfim fazem parte de uma importante região de etnoturismo, reunindo cultura, artesanato, culinária, paisagens e tradições indígenas.


40 lugares para conhecer em Roraima

1. Boa Vista

A capital é a principal porta de entrada para quem chega de avião e funciona como base para explorar diferentes regiões de Roraima.

Boa Vista tem urbanismo planejado, ruas amplas, praças, áreas verdes e uma relação muito forte com o Rio Branco.

Para uma primeira viagem, reserve pelo menos 2 dias para conhecer a capital antes de seguir para as regiões de serra ou floresta.


2. Parque do Rio Branco

O Parque do Rio Branco é um dos principais cartões-postais de Boa Vista.

O complexo fica às margens do rio e reúne área de lazer, praia urbanizada, espelho d’água, espaços esportivos, área de convivência, atracadouro, murais artísticos e a Selvinha Amazônica.

É uma boa opção para:

  • caminhar;
  • assistir ao pôr do sol;
  • viajar com crianças;
  • fotografar;
  • conhecer a cidade no fim da tarde.

3. Mirante Edileusa Lóz

Localizado dentro do Parque do Rio Branco, o mirante proporciona uma visão panorâmica de Boa Vista e do Rio Branco.

A estrutura possui aproximadamente 120 metros, sendo um dos melhores pontos para observar a cidade do alto. A prefeitura informa que o acesso ao mirante deve ser agendado.

Reserve o passeio para o fim da tarde quando possível.


4. Orla Taumanan

A Orla Taumanan fica às margens do Rio Branco e é um dos lugares mais agradáveis para terminar o dia em Boa Vista.

O espaço possui plataformas, quiosques, restaurantes e áreas para caminhada, além de vista para o rio. Ela está integrada ao Parque do Rio Branco por uma passarela.

O nome Taumanan é de origem macuxi e é associado à ideia de paz.


5. Praça das Águas

A Praça das Águas é uma das áreas de lazer mais conhecidas da capital.

A estrutura reúne fontes, espaços de convivência e o Portal do Milênio.

É uma parada simples, principalmente para quem está viajando com crianças ou quer conhecer Boa Vista sem gastar muito.


6. Complexo Ayrton Senna

Com aproximadamente dois quilômetros de extensão, o Complexo Ayrton Senna reúne áreas esportivas, alimentação e espaços de lazer.

É especialmente interessante para famílias e para quem gosta de caminhar no início da manhã ou no fim da tarde.

A prefeitura inclui o complexo entre os principais espaços de lazer da capital.


7. Bosque dos Papagaios

O Bosque dos Papagaios é uma opção de contato com a natureza dentro de Boa Vista.

O espaço possui trilhas estruturadas e áreas relacionadas à fauna amazônica, sendo uma alternativa interessante para famílias e para quem quer incluir uma atividade mais tranquila no roteiro. O Ministério do Turismo também destaca o local como atração familiar na capital.


8. Parque Anauá

O Parque Anauá é um dos grandes espaços públicos de Boa Vista.

É indicado para quem deseja conhecer um pouco da vida cotidiana da capital e incluir áreas abertas, lazer e eventos no roteiro.

Antes da viagem, vale conferir a programação oficial, porque eventos podem alterar o movimento e o funcionamento de determinadas áreas.


9. Centro Cívico de Boa Vista

O Centro Cívico concentra edifícios públicos, monumentos e espaços que ajudam a entender a formação urbana da capital.

Boa Vista é considerada uma cidade planejada, e seu traçado urbano é uma das características que mais chamam a atenção de quem visita a cidade pela primeira vez.


10. Teatro Municipal de Boa Vista

Para quem gosta de cultura, o Teatro Municipal pode entrar no roteiro da capital.

Além da arquitetura e da programação cultural, o espaço ajuda a diversificar a viagem para além dos passeios de natureza.

Consulte a agenda oficial durante a viagem.


11. Mercado São Francisco

O Mercado São Francisco é uma boa parada para conhecer produtos, sabores e o cotidiano comercial de Boa Vista.

A experiência é especialmente interessante para quem gosta de gastronomia regional e quer experimentar ingredientes amazônicos.


12. Serra Grande

A Serra Grande é uma das opções de natureza próximas de Boa Vista.

A região permite combinar estrada, paisagem de lavrado e serras, sendo uma alternativa para quem quer fazer um passeio de natureza sem se afastar demais da capital.

O Ministério do Turismo também cita a Serra Grande como destino de natureza e aventura acessível a partir de Boa Vista.


13. Serra do Tepequém

A Serra do Tepequém, no município de Amajari, é um dos destinos mais conhecidos de Roraima.

A antiga região de garimpo de diamantes se transformou em um dos principais polos de ecoturismo do estado, com cachoeiras, trilhas, mirantes, pousadas e áreas de camping.

Amajari confirma atualmente como atrações da região as cachoeiras do Paiva, Sobral e Barata, entre outras.

É uma das melhores escolhas para quem procura:

  • cachoeiras;
  • trilhas;
  • clima de serra;
  • camping;
  • fotografia;
  • aventura.

14. Mirante do Tepequém

O mirante é um dos pontos mais procurados da Serra do Tepequém.

A paisagem muda completamente em relação à capital, com grandes áreas abertas, formações rochosas e serras no horizonte.

É um lugar especialmente interessante no começo da manhã ou no fim da tarde.


15. Cachoeira do Paiva

A Cachoeira do Paiva está entre os atrativos mais conhecidos do Tepequém.

O Ministério do Turismo destaca o local entre os principais pontos da serra, enquanto a Prefeitura de Amajari confirma a cachoeira como um dos atrativos naturais do município.

É indicada para quem quer combinar trilha e banho de cachoeira.


16. Cachoeira do Sobral

Também localizada na região de Tepequém, a Cachoeira do Sobral é uma alternativa para quem pretende passar mais de um dia na serra.

Vale verificar as condições de acesso antes de sair, principalmente durante períodos de chuva.


17. Cachoeira do Barata

Outra atração natural de Amajari, a Cachoeira do Barata complementa o roteiro de cachoeiras do Tepequém.

Para conhecer melhor a região, o ideal é contratar orientação local quando a trilha ou o acesso exigir conhecimento do terreno.


18. Amajari e suas comunidades de montanha

Além do Tepequém, Amajari permite conhecer comunidades, paisagens rurais e áreas de transição entre o lavrado e as serras.

O município tem turismo ligado à natureza, agricultura, pecuária, piscicultura e atividades rurais.

É uma região interessante para quem quer viajar com mais calma.


19. Monte Roraima

O Monte Roraima é o grande símbolo turístico do estado.

A montanha está localizada na região de tríplice fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana e é conhecida por seus paredões, formações rochosas, vegetação peculiar e paisagens que parecem de outro planeta.

A parte brasileira está no Parque Nacional do Monte Roraima, unidade federal criada em 1989 com área de aproximadamente 116.748 hectares.

Importante: a expedição ao Monte Roraima não é um passeio comum de bate-volta.

É uma experiência de trekking que exige planejamento, preparo físico, logística e acompanhamento especializado.


20. Parque Nacional do Monte Roraima

O parque protege uma área gigantesca de paisagens amazônicas e serranas.

O ICMBio mantém o Parque Nacional do Monte Roraima entre as unidades federais do país e também o inclui entre as áreas com potencial para observação de aves.

Para uma expedição, confirme antecipadamente:

  • regras de acesso;
  • necessidade de autorização;
  • guia;
  • operador responsável;
  • transporte;
  • acampamento;
  • equipamentos;
  • condições climáticas.

21. Monte Caburaí

Se o Monte Roraima é o símbolo da aventura, o Monte Caburaí representa um dos grandes extremos geográficos do Brasil.

O IBGE confirma que o ponto mais setentrional do território brasileiro está na nascente do Rio Ailã, no Monte Caburaí, em Uiramutã.

Chegar até lá é muito mais complexo do que visitar um mirante turístico comum.

Trata-se de uma experiência de expedição, com pouca infraestrutura turística formal.


22. Cachoeira do Garã-Garã

O Monte Caburaí dá origem ao Rio Uailã, associado à formação da Cachoeira do Garã-Garã.

Registros do IBGE descrevem a cachoeira como uma das referências naturais da região do extremo norte de Roraima.

É um destino para viajantes com perfil de aventura e expedição.


23. Uiramutã

Uiramutã é um dos municípios mais interessantes de Roraima para quem deseja conhecer o extremo norte do estado.

O município está na região de fronteira com Guiana e Venezuela e abriga tanto o Monte Roraima quanto o Monte Caburaí.

A viagem até Uiramutã pode fazer parte de um roteiro maior envolvendo:

  • Monte Roraima;
  • Monte Caburaí;
  • comunidades indígenas;
  • observação de aves;
  • cachoeiras;
  • paisagens de lavrado.

24. Turismo indígena em Uiramutã

O turismo de base comunitária vem ganhando espaço em Uiramutã.

Em 2026, o município realizou um encontro dedicado ao turismo de base comunitária, envolvendo lideranças indígenas, moradores, estudantes e representantes públicos.

Esse tipo de experiência deve ser feito somente com autorização e organização das próprias comunidades.

Não entre em terras indígenas, fotografe pessoas ou participe de atividades culturais sem autorização.


25. Pacaraima

Pacaraima é a principal porta de entrada terrestre para quem segue de Boa Vista em direção ao extremo norte.

O município fica próximo da fronteira com a Venezuela e funciona como base para experiências envolvendo o Monte Roraima, comunidades indígenas e paisagens serranas.

A BR-174 é o principal eixo rodoviário de acesso.


26. Pedra Pintada

A Pedra Pintada é um dos patrimônios arqueológicos mais importantes de Roraima.

Localizada na Terra Indígena São Marcos, em Pacaraima, a formação rochosa apresenta pinturas rupestres e vestígios arqueológicos.

O IPHAN registra o sítio arqueológico e aponta ocupações com milhares de anos de antiguidade.

O acesso deve ser planejado com cuidado, respeitando as regras da terra indígena e as condições locais.


27. Comunidade Indígena do Bananal

A Comunidade Indígena do Bananal, em Pacaraima, é associada a experiências de turismo cultural.

O Ministério do Turismo já destacou a comunidade entre os locais onde o visitante pode conhecer costumes e cultura indígena na região.

Como em qualquer experiência de etnoturismo, é fundamental reservar por meio de iniciativas autorizadas pela comunidade.


28. Normandia

Normandia está localizada no norte de Roraima, em uma região marcada por lavrados, rios, lagos e comunidades indígenas.

O município destaca atualmente seu potencial para turismo ecológico, cultural e comunitário.

É uma região para quem deseja sair dos roteiros turísticos mais conhecidos da capital.


29. Lago Caracaranã

O Lago Caracaranã é um dos lugares mais conhecidos associados ao município de Normandia.

A paisagem combina água, areia e o cenário aberto dos lavrados de Roraima.

A prefeitura de Normandia atualmente aponta o lago como um tradicional ponto de visitação e contemplação.

É uma boa opção para quem gosta de:

  • natureza;
  • fotografia;
  • banho;
  • contemplação;
  • viagens de carro.

30. Forte São Joaquim do Rio Branco

O Forte São Joaquim foi construído em 1775, no município de Bonfim, como parte da estratégia portuguesa de ocupação e defesa da região.

Hoje restam as ruínas.

O IPHAN informa que o Forte São Joaquim é o único bem tombado pelo órgão em Roraima e que as ruínas foram incluídas no Conjunto das Fortificações Brasileiras.

Para quem gosta de história, é um dos pontos mais importantes do estado.


31. Bonfim e a fronteira com a Guiana

Bonfim fica no leste de Roraima e está ligado à fronteira com a Guiana.

A região pode entrar em um roteiro de estrada pela região norte, principalmente para quem pretende conhecer diferentes paisagens do lavrado e experimentar a atmosfera de uma área de fronteira.

Documentação e regras migratórias devem ser verificadas caso o viajante pretenda efetivamente cruzar a fronteira.


32. Corredeiras do Bem-Querer

As Corredeiras do Bem-Querer, na região de Caracaraí, fazem parte da paisagem do Rio Branco.

O local tem importância natural e também aparece no patrimônio turístico e ambiental do estado.

É um ponto especialmente interessante para quem deseja compreender a força dos rios de Roraima.


33. Parque Nacional do Viruá

O Parque Nacional do Viruá é uma das grandes experiências de natureza do sul de Roraima.

Localizado em Caracaraí, o parque protege aproximadamente 215 mil hectares e reúne florestas aluviais, campinaranas e florestas de terra firme.

O ICMBio destaca a diversidade de aves, mamíferos e plantas e também incentiva experiências de turismo de base comunitária no entorno.


34. Serra do Viruá

Dentro do Parque Nacional do Viruá, a Serra do Viruá concentra uma das áreas de maior visitação.

Existe um mirante localizado a aproximadamente 170 metros de altitude, com vista para o mosaico de campinaranas, florestas e áreas alagáveis.

A trilha até o mirante tem cerca de 3,54 km e é classificada pelo ICMBio como difícil.


35. Passarela da Samaúma

A Passarela da Samaúma é uma das experiências mais interessantes do Viruá para quem quer observar a floresta alagável.

O percurso foi estruturado também pensando em acessibilidade e permite contato com árvores de grande porte, aves e outros elementos da floresta.


36. Sistema de Trilhas do PPBio

Para quem gosta de caminhada, o Viruá possui um sistema de trilhas associado ao Programa de Pesquisa em Biodiversidade.

São aproximadamente 60 km de trilhas, distribuídos em diferentes percursos.

O ICMBio classifica os trajetos entre moderados e difíceis, com possibilidades de observação de aves, primatas, tatus, tamanduás, quelônios e outros animais.


37. Estação Ecológica de Maracá

A Estação Ecológica de Maracá é uma importante unidade de conservação de Roraima.

Ela protege ambientes amazônicos e possui grande relevância para pesquisa e conservação da biodiversidade.

Como se trata de uma unidade de conservação com regras próprias, não deve ser tratada como um parque turístico convencional. Consulte previamente o ICMBio sobre possibilidades de visitação e autorização.


38. Baixo Rio Branco

O Baixo Rio Branco é uma das regiões mais interessantes de Roraima para quem busca uma experiência amazônica mais profunda.

A região se estende pelo sul do estado e está associada a rios, florestas, comunidades ribeirinhas, hotéis de selva e pesca esportiva.

O Governo de Roraima destaca a atividade de pesca esportiva na região, enquanto o Ministério Público Federal acompanhou em 2025 a realidade do ecoturismo e da pesca esportiva em comunidades do Baixo Rio Branco.


39. Santa Maria do Boiaçu

Santa Maria do Boiaçu é uma das comunidades ribeirinhas ligadas ao turismo de pesca esportiva e às experiências amazônicas do Baixo Rio Branco.

A região é associada principalmente à pesca do tucunaré, passeios fluviais e hospedagens voltadas ao turismo de natureza.

Não é um destino para improvisar.

O acesso envolve logística fluvial e/ou aérea e deve ser organizado antecipadamente.


40. Rorainópolis e a Linha do Equador

Rorainópolis representa uma alternativa interessante para quem percorre a BR-174 em direção ao sul do estado.

Na altura do distrito de Nova Colina está um ponto onde a rodovia cruza a Linha do Equador, permitindo uma parada simbólica entre os hemisférios.

O Ministério do Turismo destaca esse trecho da BR-174 como uma das experiências da rota entre Amazonas e Roraima.


O que fazer em Roraima: escolha seu estilo de viagem

Para quem gosta de aventura

Priorize:

  • Monte Roraima;
  • Parque Nacional do Monte Roraima;
  • Serra do Tepequém;
  • Cachoeira do Paiva;
  • Monte Caburaí;
  • Parque Nacional do Viruá;
  • trilhas do PPBio;
  • Baixo Rio Branco.

Para quem gosta de cachoeiras

O melhor eixo é o norte do estado, principalmente:

  • Serra do Tepequém;
  • Cachoeira do Paiva;
  • Cachoeira do Sobral;
  • Cachoeira do Barata;
  • região do Monte Caburaí;
  • cachoeira do Garã-Garã.

Para famílias com crianças

Em uma viagem familiar, vale concentrar a programação em:

  • Parque do Rio Branco;
  • Selvinha Amazônica;
  • Orla Taumanan;
  • Praça das Águas;
  • Complexo Ayrton Senna;
  • Bosque dos Papagaios;
  • Serra do Tepequém.

O Ministério do Turismo também destaca o Bosque dos Papagaios e o Tepequém como opções para viagens em família.


Para casais

Uma viagem a dois pode combinar:

  • Boa Vista;
  • Orla Taumanan;
  • Parque do Rio Branco;
  • Serra do Tepequém;
  • hospedagem de serra;
  • Lago Caracaranã;
  • experiência gastronômica regional;
  • observação do céu e paisagens dos lavrados.

Para quem gosta de cultura indígena

Roraima é especialmente interessante.

O estado possui experiências de etnoturismo envolvendo comunidades de Amajari, Pacaraima, Uiramutã, Normandia e Bonfim.

Entre as possibilidades estão:

  • visitas comunitárias;
  • artesanato;
  • culinária;
  • histórias tradicionais;
  • trilhas;
  • experiências culturais;
  • atividades conduzidas por moradores.

Regra fundamental: turismo indígena precisa ser feito com autorização e organização da própria comunidade.


Quantos dias ficar em Roraima?

Roraima em 3 dias

É possível fazer uma viagem curta concentrada em Boa Vista.

Dia 1

  • Parque do Rio Branco
  • Mirante Edileusa Lóz
  • Orla Taumanan

Dia 2

  • Praça das Águas
  • Complexo Ayrton Senna
  • Bosque dos Papagaios
  • Centro Cívico

Dia 3

  • passeio próximo de Boa Vista
  • Serra Grande ou outra experiência de natureza

É um roteiro introdutório.


Roraima em 5 dias

Dia 1

Boa Vista.

Dia 2

Boa Vista + Parque do Rio Branco + Orla.

Dia 3

Viagem para Serra do Tepequém.

Dia 4

Cachoeira do Paiva + mirantes + trilhas.

Dia 5

Retorno para Boa Vista.

Essa é uma das combinações mais fáceis para uma primeira viagem.


Roraima em 7 dias

Uma semana permite combinar capital e norte do estado.

Dias 1 e 2

Boa Vista.

Dias 3 e 4

Serra do Tepequém.

Dia 5

Pacaraima.

Dia 6

Pedra Pintada ou experiência indígena previamente autorizada.

Dia 7

Retorno para Boa Vista.


Roraima em 10 dias

Para 10 dias, vale incluir Uiramutã.

Dias 1 e 2

Boa Vista.

Dias 3 e 4

Serra do Tepequém.

Dia 5

Pacaraima.

Dias 6 a 8

Uiramutã e experiências previamente organizadas.

Dia 9

Retorno.

Dia 10

Boa Vista.

Se o objetivo for fazer o trekking do Monte Roraima, o roteiro precisa ser completamente diferente e reservar vários dias exclusivamente para a expedição.


Roraima em 15 dias

Com 15 dias, o viajante pode combinar três ambientes completamente diferentes:

Bloco 1 — Boa Vista

2 a 3 dias.

Bloco 2 — Tepequém e norte

3 a 4 dias.

Bloco 3 — Monte Roraima

Vários dias dedicados à expedição.

Bloco 4 — Viruá

2 a 3 dias.

Bloco 5 — Baixo Rio Branco

2 a 4 dias, dependendo da logística.

Esse é o tipo de viagem indicado para quem realmente deseja conhecer Roraima além da capital.


Quanto custa viajar para Roraima em 2027?

Os valores abaixo são referências para planejamento e não representam preços fechados para 2027.

Hospedagem

Econômica

R$ 100 a R$ 180 por noite

Intermediária

R$ 180 a R$ 350 por noite

Confortável

R$ 350 a R$ 600 ou mais

Em Boa Vista existe maior variedade.

Em Tepequém, a oferta é menor e pode ficar mais concorrida em feriados.

Em áreas remotas, como Viruá e Baixo Rio Branco, a logística da hospedagem é completamente diferente.


Alimentação

Uma estimativa razoável para planejamento:

PerfilGasto diário aproximado
EconômicoR$ 50–80
MédioR$ 80–140
ConfortávelR$ 140–220+

Para economizar, procure restaurantes frequentados pelos moradores e mercados locais.


Quanto custa uma viagem para Roraima?

Para uma viagem de 7 dias, sem incluir passagem aérea, uma estimativa inicial poderia ficar assim:

Perfil7 dias
EconômicoR$ 900–1.400
IntermediárioR$ 1.500–2.500
ConfortávelR$ 2.700–4.500+

O valor aumenta bastante quando entram:

  • aluguel de carro;
  • guias;
  • expedições;
  • passeios privados;
  • transporte para áreas remotas;
  • pesca esportiva;
  • Monte Roraima;
  • hospedagem especializada.

Como chegar a Roraima

De avião

O principal acesso aéreo é o Aeroporto Internacional de Boa Vista.

Para quem sai do Sudeste, normalmente a viagem exige conexão, dependendo da cidade de origem e da malha aérea disponível.

Para 2027, consulte os voos com antecedência.


Como chegar de carro

A principal rodovia de acesso é a BR-174, que conecta Roraima ao Amazonas e segue em direção ao norte.

É uma viagem longa para quem parte do Sudeste ou Centro-Oeste.

Quem vai dirigir deve planejar:

  • combustível;
  • hospedagem durante o caminho;
  • condições da estrada;
  • sinal de celular;
  • alimentação;
  • documentação;
  • manutenção do veículo.

Precisa alugar carro em Roraima?

Para conhecer somente Boa Vista, não necessariamente.

Para Tepequém, Pacaraima e outros destinos do interior, o carro pode facilitar bastante a viagem.

Para áreas como Monte Roraima, Viruá e Baixo Rio Branco, porém, carro alugado não resolve toda a logística.

Nesses casos entram veículos apropriados, barcos, guias, operadores locais ou autorizações específicas.


Como funciona o Monte Roraima?

Essa é uma das principais dúvidas de quem planeja viajar para Roraima.

O Monte Roraima não deve ser tratado como uma atração turística urbana.

A experiência envolve:

  • trekking;
  • acampamento;
  • longas caminhadas;
  • variação climática;
  • terrenos rochosos;
  • logística de alimentação;
  • transporte de equipamentos;
  • organização antecipada.

O próprio Governo de Roraima descreve atualmente o turismo no Monte Roraima como guiado e controlado.

Portanto, não programe a subida por conta própria.


Como funciona o Parque Nacional do Viruá?

O Viruá possui uma estrutura bastante diferente.

O ICMBio informa que:

  • o parque pode ser visitado durante todo o ano;
  • é necessário agendamento prévio;
  • a autorização deve ser solicitada com antecedência mínima de quatro dias úteis;
  • não há cobrança de ingresso;
  • existe área de camping;
  • não há transporte público regular até a unidade.

O acesso terrestre ocorre pela BR-174, com entrada pela Estrada Perdida.


Melhor época para viajar para Roraima

Roraima possui diferenças importantes entre suas regiões.

Boa Vista e lavrado

Os períodos mais secos costumam favorecer atividades ao ar livre.

Serra do Tepequém

A escolha depende do objetivo.

Para cachoeiras, a disponibilidade de água é importante.

Para trilhas e estradas de acesso, períodos mais secos podem facilitar.

Viruá

O regime de chuvas muda bastante as condições de navegação e caminhada.

O ICMBio informa que maio e junho são meses mais chuvosos, enquanto setembro marca o início da estiagem. Janeiro e fevereiro favorecem algumas caminhadas em ambientes alagáveis por causa da maior seca local.


Roraima em janeiro

Pode ser interessante para:

  • Boa Vista;
  • lavrados;
  • Pedra Pintada, respeitando condições de acesso;
  • algumas áreas de floresta;
  • experiências no sul.

No entanto, verifique as condições das estradas e dos rios.


Roraima em fevereiro

É um período que pode favorecer algumas atividades de caminhada no Viruá, segundo o ICMBio.

Para o restante do estado, confira as condições locais antes de montar o roteiro.


Roraima em março e abril

São meses interessantes para combinar capital e natureza, mas a situação das chuvas deve ser acompanhada.


Roraima em maio e junho

No Viruá, é um dos períodos mais chuvosos.

Para quem pretende fazer trilhas, acampamentos ou deslocamentos por estradas secundárias, tenha atenção redobrada.


Roraima em julho e agosto

No Viruá, julho e agosto ainda podem ter pancadas de chuva, mas a navegação tende a ser mais fácil do que nos meses mais chuvosos.

É também uma época interessante para roteiros de férias, desde que as condições locais sejam confirmadas.


Roraima em setembro, outubro e novembro

A estiagem tende a ganhar força a partir de setembro.

Esses meses podem ser interessantes para quem quer priorizar:

  • trilhas;
  • lavrados;
  • serras;
  • fotografia;
  • atividades ao ar livre.

Roraima em dezembro

É um mês que pode funcionar bem para Boa Vista e roteiros previamente planejados.

Por ser época de férias e festas, reserve hospedagem e transporte antecipadamente.


O que comer em Roraima?

A gastronomia de Roraima é marcada pela mistura de influências amazônicas, indígenas e de outras regiões do Norte.

Durante a viagem, procure experimentar:

  • peixe amazônico;
  • pirarucu;
  • tambaqui;
  • tucunaré;
  • farinha;
  • mandioca;
  • frutas amazônicas;
  • paçoca de carne;
  • damurida;
  • preparações indígenas;
  • sucos de frutas regionais.

A experiência gastronômica também é uma forma de conhecer a diversidade cultural do estado.


Roraima é bom para viajar com crianças?

Sim, principalmente se o roteiro for concentrado em Boa Vista e Tepequém.

Para famílias, uma combinação interessante é:

Boa Vista + Parque do Rio Branco + Selvinha Amazônica + Bosque dos Papagaios + Serra do Tepequém.

Já o Monte Roraima é uma experiência de aventura e exige preparação física e logística muito diferentes.


Roraima é bom para casal?

Sim.

Para uma viagem romântica, vale priorizar:

  • Boa Vista;
  • Orla Taumanan;
  • pôr do sol no Rio Branco;
  • Serra do Tepequém;
  • pousada de serra;
  • Lago Caracaranã;
  • experiências gastronômicas;
  • observação de estrelas.

Roraima é seguro para turistas?

Como em qualquer viagem, o ideal é usar cuidados básicos e adaptar-se à região.

Na capital:

  • evite ostentar objetos de valor;
  • não caminhe sozinho por áreas desconhecidas durante a noite;
  • utilize transporte confiável;
  • mantenha documentos e dinheiro protegidos.

No interior, o principal cuidado muitas vezes é a logística, e não somente a segurança urbana.

Estradas, rios, trilhas, animais, mudanças climáticas e distância de serviços podem representar riscos.


Cuidados em áreas indígenas

Essa é uma das partes mais importantes da viagem.

Território indígena não é atração turística de acesso livre.

Antes de visitar uma comunidade:

  1. procure a organização responsável pelo passeio;
  2. confirme autorização;
  3. respeite horários;
  4. pergunte antes de fotografar;
  5. não entre em espaços restritos;
  6. não retire objetos;
  7. respeite cerimônias;
  8. compre artesanato diretamente dos produtores;
  9. siga as orientações dos guias locais.

O turismo de base comunitária pode contribuir para geração de renda e valorização cultural quando organizado pelas próprias comunidades. Em 2026, Uiramutã realizou encontro específico sobre esse modelo de turismo.


O que levar para Roraima?

Para uma viagem convencional:

  • roupas leves;
  • tênis confortável;
  • sandália;
  • protetor solar;
  • repelente;
  • boné;
  • garrafa de água;
  • capa de chuva;
  • mochila pequena;
  • medicamentos pessoais;
  • documentos;
  • dinheiro e cartão;
  • power bank.

Para Tepequém:

  • tênis de trilha;
  • roupa para banho;
  • toalha compacta;
  • lanterna;
  • repelente.

Para Viruá:

  • botas ou calçado apropriado;
  • capa de chuva;
  • repelente;
  • lanterna;
  • água;
  • lanche;
  • proteção solar.

Para Monte Roraima:

  • equipamento adequado;
  • mochila apropriada;
  • roupas para frio e chuva;
  • calçado de trekking;
  • saco de dormir;
  • proteção contra chuva;
  • medicamentos pessoais;
  • itens definidos pelo operador.

Quanto tempo reservar para cada região?

DestinoTempo recomendado
Boa Vista2–3 dias
Serra do Tepequém2–3 dias
Pacaraima1–2 dias
Uiramutã2–4 dias
Monte Roraimavários dias
Viruá2–4 dias
Baixo Rio Branco3–6+ dias

Roteiro ideal para primeira viagem a Roraima

Se você nunca esteve no estado e não pretende fazer uma grande expedição, uma combinação equilibrada é:

Boa Vista → Serra do Tepequém → Pacaraima → Pedra Pintada → Boa Vista.

Esse roteiro permite conhecer:

  • a capital;
  • o Rio Branco;
  • os lavrados;
  • as serras;
  • cachoeiras;
  • paisagens de fronteira;
  • patrimônio arqueológico;
  • cultura regional.

Roraima para quem quer uma viagem diferente

Roraima não é o tipo de destino em que você deve esperar uma grande concentração de atrações turísticas convencionais.

A força do estado está justamente na experiência.

Você dirige por grandes áreas abertas, atravessa paisagens de lavrado, chega a serras isoladas, encontra comunidades indígenas, entra em regiões de floresta e observa um céu muito diferente das grandes cidades.

É um destino para quem gosta de natureza, aventura, cultura, estrada e descoberta.


Checklist para planejar Roraima em 2027

Antes de comprar a passagem, defina:

1. Qual é seu estilo?

  • cidade;
  • natureza;
  • aventura;
  • cultura;
  • trekking;
  • fotografia;
  • pesca;
  • viagem em família.

2. Quantos dias você tem?

Até 5 dias: fique principalmente em Boa Vista e Tepequém.

7 dias: acrescente Pacaraima.

10 dias: considere Uiramutã.

15 dias ou mais: pense em combinar norte e sul do estado.

3. Vai para o Monte Roraima?

Se sim, organize essa parte antes de montar o restante da viagem.

4. Vai entrar em terra indígena?

Organize com antecedência e respeite as regras da comunidade.

5. Vai para o Viruá?

Agende previamente a visita com o ICMBio.

6. Vai dirigir?

Planeje combustível, estradas, distâncias e sinal de celular.


FAQ: Roraima

Qual é o lugar mais famoso de Roraima?

O Monte Roraima é provavelmente o maior símbolo turístico do estado, especialmente entre os viajantes interessados em trekking e montanhismo.

Quantos dias são suficientes para conhecer Roraima?

Para uma primeira viagem, 7 dias já permitem conhecer Boa Vista e alguns destinos do norte. Para uma experiência mais completa, considere 10 a 15 dias.

É possível conhecer o Monte Roraima em um dia?

Não. A subida é uma expedição de trekking e exige vários dias de planejamento e caminhada.

Qual cidade usar como base?

Boa Vista é a principal base para começar a viagem.

Serra do Tepequém vale a pena?

É uma das principais regiões de ecoturismo de Roraima, com cachoeiras, trilhas, mirantes e hospedagens.

Roraima tem praias?

Não possui praias marítimas, mas existem praias fluviais e áreas de lazer junto aos rios e lagos.

Onde fica o ponto mais ao norte do Brasil?

No Monte Caburaí, em Uiramutã, na nascente do Rio Ailã.

Pedra Pintada pode ser visitada livremente?

Não deve ser tratada como atração de acesso irrestrito. O sítio fica em Terra Indígena e possui regras de acesso e conservação que precisam ser respeitadas.

O Parque Nacional do Viruá cobra ingresso?

Atualmente, o ICMBio informa que não há cobrança de ingresso, mas a visita exige agendamento prévio e autorização.

Roraima é bom para ecoturismo?

Sim. O estado possui serras, lavrados, rios, cachoeiras, unidades de conservação, florestas e experiências de turismo comunitário. O Ministério do Turismo destaca Tepequém, Monte Roraima e Viruá entre os principais exemplos de turismo de natureza.


Conclusão

Roraima é um destino para quem quer conhecer um Brasil muito diferente.

Entre os 40 lugares apresentados neste guia, estão a estrutura urbana de Boa Vista, as paisagens do Rio Branco, a Serra do Tepequém, o Monte Roraima, o Monte Caburaí, a Pedra Pintada, o Lago Caracaranã, as comunidades indígenas, o Parque Nacional do Viruá e as paisagens ribeirinhas do Baixo Rio Branco.

A melhor estratégia para 2027 é não tentar encaixar tudo em uma única viagem.

Para uma primeira experiência, comece por Boa Vista + Serra do Tepequém + Pacaraima.

Se você gosta de aventura, acrescente Uiramutã e organize uma expedição ao Monte Roraima.

Se prefere natureza amazônica e observação de fauna, considere o Viruá.

E se quiser uma experiência mais profunda e remota, planeje o Baixo Rio Branco com operadores especializados.

Roraima recompensa quem viaja com tempo, planejamento e respeito pelas comunidades e pelos ambientes naturais.

E para 2027, essa é uma das viagens brasileiras que merece ser planejada com bastante antecedência.

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